Home / Saúde / Na OMS, Pazuello deixa 100 mil mortos; Brasil é o “líder” na recuperação de pessoas – 13-13-2020

Na OMS, Pazuello deixa 100 mil mortos; Brasil é o “líder” na recuperação de pessoas – 13-13-2020



O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou hoje à Organização Mundial da Saúde (OMS) as medidas tomadas pelo governo brasileiro para combater a pandemia. Sem especificar o número de mortes, ele se referiu ao número total de casos e destacou o número de pessoas recuperadas. A atualização ocorreu durante a reunião semanal da agência com governos de todo o mundo.

“Até o final de ontem, o Brasil tinha 2,3 milhões de casos recuperados de covid-19”, disse ele. “Estamos entre os líderes mundiais na recuperação de pacientes, o que mostra a veracidade das ações do governo”, afirmou. “Nosso objetivo é sempre salvar vidas”

;, insistiu.

Segundo dados da OMS, o Brasil é o segundo país com maior número de mortes por coronavírus, em termos absolutos. De acordo com governos estrangeiros presentes no encontro virtual, Pazuello atualizou os especialistas e o Diretor-Geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, sobre as medidas tomadas no país e indicou a disposição do governo em fazer parte de alianças internacionais, inclusive para a vacina.

Mas o ministro não mencionou o fato de o país ter ultrapassado a marca de 100 mil mortes, embora tenha expressado solidariedade para com quem perdeu familiares e entes queridos. Pazuello expressou seus “sentimentos sinceros a todos os que perderam entes queridos para o covid-19” e reconheceu os “enormes sacrifícios pessoais que os profissionais de saúde fazem diariamente para ajudar os outros”. “O Brasil é solidário com você”, disse ele.

O chefe do ministério também mencionou a constituição federal e o fato de o acesso à saúde ser direito de todos e obrigação do Estado. No balanço, ele mencionou também o que o governo está fazendo para lidar com a situação da população indígena.

“O desafio que enfrentamos vai deixar lições importantes”, disse ele. “Mais do que um crime de saúde, a atual pandemia resultou em uma crise econômico-social em uma escala sem precedentes”, disse ele.

O ministro também o defendeu como “um forte sistema universal de saúde” e o acesso à vacina permite que o mundo “ganhe essa batalha”. “Da nossa parte, saibam que o Brasil continuará engajado nessa luta”, disse.

Em maio, Pazuello já havia comparecido a outra reunião da OMS, insistindo na época que havia cooperação entre o governo federal e os estados.

No início desta semana, a liderança da OMS havia alertado que a propagação do coronavírus no Brasil não estava diminuindo, que a cloroquina não estava funcionando e que a doença continuava se espalhando ativamente pelo país.

Para a OMS, a distância social deve ser mantida no Brasil. Mas ele percebeu que a sociedade precisava de ajuda.

“É difícil para muitos no Brasil”, disse Mike Ryan, diretor de operações da OMS. “Muitas pessoas vivem em lugares apertados e na pobreza. Manter essas atividades é muito difícil.” O governo deve continuar apoiando a sociedade. É difícil atuar como sociedade se não receber apoio. Você não pode fortalecer comunidades com palavras. Eles precisam de ação. Ela precisa de recursos e conhecimento. As sociedades não podem agir com as mãos amarradas nas costas. Devem receber recursos e meios para agir ”, alertou o chefe da OMS.

Para Ryan, o Brasil continua registrando entre 50.000 e 60.000 novos casos por dia, com uma taxa de prevalência entre 1,1 e 1,5. “O vírus ainda está se espalhando ativamente por grandes partes do país”, alertou.

“O Brasil mantém um índice muito alto de epidemia. A curva está mais achatada. Mas não está caindo e o sistema está sob forte pressão”, disse.

O irlandês reiterou a posição de que a OMS já considerava que a hidroxicloroquina não é boa. “Em um cenário como o dele, a droga não é a solução e não é a bala de prata”. Durante meses, a agência fez testes com a droga. Mas chegou à conclusão de que não há vantagem.

“Cabe ao governo decidir soberanamente qual é o melhor tratamento. Mas na hora e com base nos testes, ele (o medicamento) não se mostrou eficaz”, afirmou.


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