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Grupo avisa Bruxelas que Portugal pode virar ilha ferroviária da Europa – Empresas



Numa carta enviada ao Comissário, a que a Lusa teve acesso, o grupo de 29 assinantes afirmou ter conhecimento da apresentação da Valean no Parlamento sobre o estado da consulta pública sobre a nova RTE-T (Rede Transeuropeia de Transportes), que saudou o alerta sobre o perigo das regiões periféricas não fica de fora desta reforma, que agrava os desequilíbrios econômicos e sociais.

“[…] “Queremos alertar para o risco de isto acontecer em Portugal, um país periférico que tende a se tornar uma ilha ferroviária na Europa, devido ao atraso sistemático na adoção do metro europeu (1435 mm) nas suas linhas internacionais”, diz o documento assinado por dirigentes como o ex-ministro da Indústria Luís Mira Amaral.

Como sublinharam, o país ficaria assim privado de estradas competitivas para o transporte de mercadorias “de e para grande parte da União Europeia”

;, o que impediria também a concorrência nas operações ferroviárias internacionais, “colocaria Portugal numa situação de monopólio ferroviário em defesa do Governo português”.

Assim, os assinantes esperam que a nova RTE-T sirva para “impulsionar a transformação” da infra-estrutura ferroviária portuguesa “para a sua plena integração nas redes europeias”.

O grupo disse ainda estar ciente da possibilidade de a Comissão Europeia certificar as vias aéreas portuguesas “em medidores ibéricos (1.668 mm) como interoperáveis, no medidor ibérico da rede core, cujos medidores podem não ser interoperáveis. Regulamento 1315/2013 (1 435 mm) “, situação que deixa os assinantes da carta” muito preocupados “.

“Em primeiro lugar, consideramos que esta certificação iria contra os objectivos e afectaria a credibilidade da nova RTE-T. Ao invés de um instrumento de modernização, reforço da mobilidade e promoção da coesão económica, esta certificação iria na prática transformar a RTE-T num instrumento para “A justificação burocrática de um erro histórico: ajudaria a Europa a não se abrir ao sistema ferroviário português e assim agravar as condições logísticas de um país geograficamente periférico ao centro da Europa”, sublinharam.

A este respeito, o Comissário português solicitou ao grupo que clarificasse a sua posição sobre a “eventual certificação como linhas interoperáveis ​​na rede central do medidor ibérico”.

Entre os signatários deste documento contam-se, para além de Luís Mira Amaral, o empresário Henrique Neto, o antigo Secretário de Estado da Justiça João Luís Mota Campos, o Presidente da Associação Empresarial Portuguesa Luís Miguel Ribeiro, o Vice-Presidente da Câmara Municipal António Almeida Henriques e Professor Catedrático Instituto de Economia e Gestão José Augusto Felício.




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